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Mineirão

BRASIL > MG > Belo Horizonte

O grande palco do futebol mineiro foi inaugurado em 1965 no bairro da Pampulha, em Belo Horizonte em meio a grandes festividades no feriadão de 7 de setembro. Nesta data, o Palmeiras, vestindo o uniforme da Seleção Brasileira, goleou a então poderosa Seleção do Uruguai por 3 a 0, com gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano.

O estádio foi sede da Copa do Mundo de 2014 e foi palco do maior vexame da Seleção Brasileira de todos os tempos: a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da competição. Se aquela seleção tivesse jogadores do Palmeiras, isso certamente não teria acontecido.

Resumo das partidas

J V E D Gols %
78 24 20 34 80 39,3%
Data Jogo Campeonato
14/09/1975
14/09
1975
2
0
Campeonato Brasileiro 1975
29/06/1974
29/06
1974
2
1
Campeonato Brasileiro 1974
02/06/1974
02/06
1974
0
0
Campeonato Brasileiro 1974
13/02/1974
13/02
1974
0
1
Campeonato Brasileiro 1973
19/11/1972
19/11
1972
1
2
Campeonato Brasileiro 1972
18/10/1972
18/10
1972
0
3
Campeonato Brasileiro 1972
14/11/1971
14/11
1971
0
0
Campeonato Brasileiro 1971
26/09/1971
26/09
1971
1
2
Campeonato Brasileiro 1971
01/11/1970
01/11
1970
0
1
Roberto Gomes Pedroza 1970
03/12/1969
03/12
1969
1
1
Roberto Gomes Pedroza 1969

O Campeonato Brasileiro de 1969, chamado também de Torneio Roberto Gomes Pedroza, foi disputado por 17 clubes entre setembro e dezembro. Divididos em dois grupos para efeito de classificação, todos jogaram contra todos em turno único, classificando-se os dois melhores de cada para o quadrangular final.

Sentindo demais a saída do craque argentino Artime, o Palmeiras começou de forma assustadora a fase de classificação, conquistando apenas um ponto em cinco rodadas. Mas o técnico Rubens Minelli aos poucos foi encaixando o ataque.

De Edu, Jaime, César e Serginho, a formação ofensiva passou para César, Jaime, Cardoso e Edu, até chegar na vencedora: Edu, Jaime, César e Pio - este último, recém-contratado junto à Ferroviária. Nessa passagem, o time conquistou 9 vitórias e sofreu apenas duas derrotas e se classificou em primeiro lugar de seu grupo.

No quadrangular final, disputado em turno único, os adversários foram o SCCP, o Cruzeiro e o Botafogo. Na primeira partida, empate sem gols no Derby – mas como Botafogo e Cruzeiro também empataram no Maracanã, o ponto perdido não pesou tanto.

No segundo jogo, no Mineirão, César deixou o Palmeiras na frente, mas Palhinha empatou no segundo tempo. Com o 1 a 1 no placar e a vitória do SCCP sobre o Botafogo, o Palmeiras passou a precisar de uma vitória sobre os cariocas somada a um empate entre SCCP e Cruzeiro, ou vitória mineira – neste caso, o Palmeiras precisaria fazer mais saldo de gols.

Na partida final o Verdão atropelou o Botafogo, que já estava eliminado; no primeiro tempo o placar já apontava 3 a 0 (dois gols de Ademir e um de César). Ferretti ainda diminuiu no segundo tempo, mas o Palmeiras acabou vencendo por 3 a 1. Após o apito final, não houve festa, porque o jogo no Mineirão entre Cruzeiro e SCCP havia começado mais tarde.

Houve várias concentrações de palmeirenses em torno dos aparelhos de rádio nos arredores do Morumbi. Ainda havia cerca de 30 minutos para o jogo acabar e o SCCP, que saiu atrás, havia acabado de empatar com Rivelino. Para piorar, o zagueiro cruzeirense Darci Menezes foi expulso. Mais um gol e o troféu iria para o outro Parque, interrompendo um jejum que já chegava a 15 anos.

O SCCP já jogava melhor, mas surpreendentemente, Dirceu Lopes acabou marcando o segundo gol cruzeirense. A agonia palmeirense continuava, já que se os mineiros fizessem mais dois gols, seria os campeões. O SCCP partiu com tudo para o ataque e perdeu uma sequência enorme de gols, até bola na trave mandou. E Palhinha, num contragolpe mortal, quase fez o terceiro dos mineiros.

Felizmente o placar em Minas ficou em 2 a 1 para o Cruzeiro e nossa torcida pôde comemorar o quarto título nacional. O vestiário do Palmeiras permanecia aberto e os torcedores o invadiram, em festa. Quando os todos os jogadores subiram no ônibus, formou-se uma enorme carreata em direção à rua Turiaçu, onde milhares de palmeirenses esperavam pelos campeões. A comemoração seguiu noite adentro aos gritos de “Um, dois, três, o C*rintians é freguês!” e “Um, dois, três, já vai pra dezesseis!”.